É uma tarde quente de março. Ninguém espera que algo fora do comum aconteça. Todo mundo brinca, ri e
aproveita como se o dia não fosse mais acabar.
Até que o Sol começa a se pôr. Junto com o entardecer, vêm
as mães à janela chamar seus filhos.
“Juca, tá escurecendo! Vem pra dentro!”
São seis e quinze, o céu está inteirinho rosado e todo mundo
está se perguntando o que houve. Tá faltando alguma coisa mas ninguém sabe o
quê.
“Cê tá sentindo isso?” Juca
pergunta pra mãe e pra quem estiver ouvindo.
A gente tá sentindo isso sim, Juca. A gente
só não sabe o que é.
Já são quase sete horas, a noite está caindo e o céu está pintado
em azul, rosa e amarelo.
Acho que agora todo mundo já olhou pro céu e percebeu que a
Lua faltou ao serviço.
Depois de entender o que era aquele incômodo, ninguém pareceu ligar muito.
Menos o Juca.
Menos o Juca.
O Juca senta na janela até as nove e fica conversando com o céu,
perguntando pras estrelas se tá tudo bem lá em cima.
“Chega de brincar, agora é hora de dormir.”
Desacostumado com a ausência de luz entrando pela
janela, Juca custa a dormir.
E se vocês querem saber, a Lua tava ali, sim. Bem no
cantinho. Espiando, vendo se sentiriam
sua falta.
Por sorte ela achou Juca.
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