quinta-feira, 14 de novembro de 2013

a angústia é amarela

ela tá aqui
da ponta do meu pé
até a ponta do nariz

e quando eu saio
ela também sai
ela é minha melhor companheira
a escória dos meus dias

ela é uma amiga
uma nêmesis
minha busca por ar
e a âncora que me puxa

eu sou cheia dela
eu tô cheia dela
mas eu não sei 
me ver sem ela
viver sem ela

um poema dispensável sobre coisas dispensáveis

não sei dançar,
mas danço.
não sei cantar,
mas canto.
não sei te amar,
mas amo
e como.